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Na luta a gente se encontra

07/07/2025

  

Na luta a gente se encontra

Solidariedade, respeito e diálogo: pilares que devem compor todas as ações sindicais em defesa de direitos

Rosângela Ribeiro Gil
Redação ABCP

Há bem pouco tempo, quem estava na linha de frente da luta éramos nós, petroleiros e petroleiras do setor administrativo contra a imposição de mudanças e ataque ao modelo do teletrabalho vigente desde a pandemia de 2020. Momento histórico que mobilizou companheiras e companheiros em sua primeira participação na ação coletiva. Arregaçar as “mangas” e ir para a luta nunca foi fácil, sabemos que do “outro lado” existe o poder do dinheiro – do capital; mas do nosso lado tem o trabalho, e somos muitos e muitas.

Os embates são fortes, injustos e nos machucam, mas a história da classe trabalhadora é composta sim de vitórias e conquistas! Se chegamos aqui com os direitos que temos é porque existiu luta lá atrás. Não foi o capital que acordou um dia de bom humor e resolveu nos dar a jornada de oito horas diárias ou o décimo terceiro salário, ou as férias de 30 dias.

A própria existência da ABCP só é possível porque a Categoria Petroleira é combativa! No DNA da ABCP tem luta coletiva e solidariedade. E quando falamos de ação sindical precisamos estender nossos horizontes e perceber o que acontece a nossa volta. Nunca estamos sozinhos.

Neste momento, por exemplo, nos voltamos em apoio e solidariedade à luta do professores e professoras da rede municipal de Belo Horizonte (MG). Em greve histórica, a categoria está há mais de 20 dias paralisada. O prefeito da cidade, Álvaro Damião (União Brasil), não afeito ao diálogo e à negociação, tenta acabar com o movimento na base da truculência e da ameaça! Ao contrário de dividir ou amedrontar, a chantagem do prefeito fez com que a categoria se mobilizasse ainda mais e recebesse o apoio da sociedade – dos pais e das mães.

Os educadores e educadoras reivindicam: recomposição de perdas salariais com reajuste de 6,27% (equivalente ao reajuste do piso nacional de 2025), retroativo a janeiro; aumento do número de salas de aula para atender, com qualidade, os alunos da rede pública municipal; autonomia para organização do calendário de reposição; fim da ameaça de corte dos dias de greve; e manutenção de todos os direitos já conquistados.

Alô, Damião, valorize a Educação!

Ao longo de um mês de paralisação, a postura intransigente do prefeito e de todo seu secretariado ficou evidente: recusam-se a negociar diretamente com o Sind-REDE/BH, entidade representativa dos educadores e educadoras, e ainda apresentaram uma proposta de reajuste salarial considerada insuficiente pela categoria — apenas 2,49%, enquanto o índice estabelecido pela Lei do Piso Nacional do Magistério para 2025 é de 6,27%. Tal oferta, vista como desrespeitosa, demonstra o descaso com que a gestão trata não só os profissionais da educação, mas toda a sociedade que depende do ensino público municipal.

Além disso, a tentativa da prefeitura de judicializar a greve foi frustrada pela Justiça, que, longe de criminalizar o movimento, recomendou a realização de uma reunião de conciliação entre as partes. A resposta dos trabalhadores e trabalhadoras foi ainda mais firme: diante das ameaças e do corte de ponto, a categoria reafirmou sua unidade e, em assembleia massiva, decidiu manter a greve, agora ainda mais fortalecida pela convicção de que lutar por dignidade e respeito é um direito inegociável.