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Dia 21 de setembro, neste domingo, sociedade brasileira vai ás ruas para dizer não à bandidagem no Congresso Nacional
Redação da ABCP
Santos (SP), 19 de setembro de 2025 - A proposta conhecida como “PEC da Bandidagem” apresentada, defendida e aprovada por setores da extrema direita brasileira, levanta preocupações profundas quanto ao futuro da democracia, da transparência e da luta contra a impunidade no país. Mais do que uma simples alteração constitucional, essa proposta ameaça reduzir a capacidade de investigação e responsabilização de agentes públicos, abrindo precedentes perigosos para a construção de uma sociedade menos justa e mais desigual.
Movimentos sociais, sindicais e acadêmicos, além da sociedade civil, estão convocando e mobilizando grandes manifestações democráticas, em todo o Brasil, neste domingo (21/09/2025), contra a vergonhosa PEC da Bandidagem recentemente aprovada na Câmara dos Deputados. Confira, a seguir, os atos já confirmados para você participar.
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Atos já confirmados pelo Brasil |
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São Paulo –14h no MASP |
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Rio de Janeiro –14h em Copacabana (Posto 5) |
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Belo Horizonte — 9h na Praça Raul Soares. |
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Curitiba –14h na Boca Maldita |
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Fortaleza – 16h30 na Estátua de Iracema |
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Porto Alegre – 14h na Redenção |
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Recife – 14h na Rua da Aurora |
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Salvador – 9h no Morro do Cristo |
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Uberlândia – 9h – Feira Livre do Bairro Luizote |
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Macapá — 16 no Teatro das Bacabeiras |
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Cuiabá — 14 na Praça Alencastro |
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Florianópolis — 13h na Ponte Hercílio Luz |
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Belém — 9h na Praça da República. |
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Brasília –10h no Museu da República |
Fonte: ICL – Instituto Conhecimento Liberta
Para quem é da Baixada Santista, informamos que haverá ato, às 16h, na Praça da Cidadania, na Avenida Ana Costa, 340.

Projetos sociais bloqueados
Para transformar o Congresso Nacional em terra sem lei, os partidos políticos ligados à excrecência chamada “Centrão”, tendo à frente o PL de Jair Bolsonaro e família-quadrilha, União Brasil, Republicanos, PSDB, entre outros, bloquearam projetos sociais importantes para a sociedade brasileira. Eles abriram mão das suas funções sociais e coletivas – para isso foram eleitos e recebem salários altos e muitos benefícios – para “legislar” em causa própria. Ou seja, se tornarem imunes e impunes diante da lei. Eles podem fazer o que quiser que poderão ficar sem o alcance legal de investigações, processos e punições.
Todo esse golpe contra o Brasil e o povo brasileiro foi articulado pelo presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta, dos Republicanos, do mesmo partido do governador de SP Tarcísio de Freitas, que largou as funções para a qual foi eleito e partiu para Brasília para combinar a votação da PEC da Bandidagem e da anistia de criminosos, como o ex-presidente Bolsonaro. Tudo sendo feito de forma inconstitucional, ao arrepio da lei....quem sai ganhando com tudo isso: os criminosos que podem estar no crime organizado, no PCC, nos traficantes de drogas....
Entre os projetos sociais que buscavam ampliar direitos, garantir financiamento para políticas públicas e promover igualdade, mas que foram preteridos pela extrema-direita em função da agenda pela PEC da Bandidagem, estão:
- Aumento de investimentos em programas de transferência de renda;
- De autoria do governo federal, o Projeto de Lei 1.087 de 2025, isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350;
- Expansão de serviços de saúde e educação para comunidades periféricas;
- Fortalecimento de políticas de moradia e combate ao déficit habitacional;
- Inclusão produtiva de trabalhadores informais;
- Proteção de populações indígenas e tradicionais.
Essas propostas ficaram à margem das discussões parlamentares, pois a articulação da extrema-direita concentrou esforços na aprovação da PEC da Bandidagem, relegando a segundo plano demandas que poderiam transformar a realidade de milhares de brasileiros.
Impactos sobre a democracia
Uma sociedade democrática se fortalece quando todos, inclusive aqueles que ocupam cargos públicos, estão sujeitos às mesmas regras e à lei. A chamada PEC da Bandidagem, ao buscar dificultar o processamento e a punição de autoridades, rompe com esse princípio fundamental. Ao invés de proteger a democracia, cria camadas de privilégio que minam a confiança da população nas instituições.
Riscos para o combate à corrupção
O Brasil vivenciou nos últimos anos avanços importantes no combate à corrupção, com investigações e processos que alcançaram figuras antes consideradas intocáveis. A aprovação de uma PEC que dificulte investigações ou promova a Bandidagem de agentes públicos representa um retrocesso, enfraquecendo os mecanismos de controle e dando margem para o retorno da impunidade estrutural. Permitir que autoridades escapem de responsabilização é abrir espaço para práticas corruptas florescerem impunemente.
A ameaça à transparência e ao interesse público
A transparência na administração pública é um valor central em qualquer Estado democrático. Blindar autoridades é negar à sociedade o direito de conhecer e fiscalizar as ações de quem deveria servir ao interesse público. Isso distancia ainda mais representantes políticos da população e alimenta a cultura do privilégio, quando o que se espera é o compromisso com o bem comum e o zelo pelo patrimônio público.
Desigualdade perante a lei
A essência do estado de direito está na igualdade de todos diante da lei. A chamada PEC da Bandidagem afronta esse princípio, criando cidadãos de primeira e segunda classe: enquanto a maioria está sujeita ao rigor da legislação, alguns poucos teriam obstáculos adicionais para serem investigados ou processados. Esta desigualdade enfraquece o tecido social e desestimula a participação política e cívica dos cidadãos.
A aprovação da PEC da Bandidagem não representa um avanço, mas sim um perigoso retrocesso. É preciso fortalecer as instituições, garantir que todos estejam sujeitos à lei e promover uma cultura de responsabilidade e ética na política. Defender o Brasil é lutar por mais justiça, transparência e igualdade – nunca por blindagens que protejam privilégios e dificultem o acesso à verdade.
Que a sociedade possa se mobilizar e rechaçar iniciativas como essa, reafirmando o compromisso com a democracia e com um futuro melhor para todas as pessoas!
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Dos 70 deputados de SP, 40 votaram "sim" à proposta. Quem não merece mais nosso voto nas próximas eleições: |
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Adilson Barroso (PL) |
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Alex Manente (Cidadania) |
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Alfredinho (PT) |
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Antonio Carlos Rodrigues (PL) |
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Arnaldo Jardim (Cidadania) |
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Bruno Ganem (Podemos) |
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Celso Russomanno (Republicanos) |
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Cezinha de Madureira (PSD) |
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David Soares (União Brasil) |
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Delegado Da Cunha (PP) |
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Delegado Paulo Bilynskyj (PL) |
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Ely Santos (Republicanos) |
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Fábio Teruel (MDB) |
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Fausto Pinato (PP) |
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Felipe Becari (União Brasil) |
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Gilberto Nascimento (PSD |
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Jefferson Campos (PL) |
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Jilmar Tatto (PT) |
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Joao Cury (MDB) |
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Jonas Donizette (PSB) |
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Kiko Celeguim (PT) |
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Luiz Carlos Motta (PL) |
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Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL) |
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Marangoni (União Brasil) |
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Marcio Alvino (PL) |
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Marcos Pereira (Republicanos) |
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Maria Rosas (Republicanos) |
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Mario Frias (PL) |
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Mauricio Neves (PP) |
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Miguel Lombardi (PL) |
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Missionario Jose Olimpio (PL) |
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Paulinho da Força (Solidariedade) |
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Paulo Freire Costa (PL) |
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Pr. Marco Feliciano (PL) |
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Renata Abreu (Podemos) |
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Rodrigo Gambale (Podemos) |
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Rosana Valle (PL) |
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Simone Marquetto (MDB) |
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Tiririca (PL) |
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Vinicius Carvalho (Republicanos) |
Fonte: Câmara dos Deputados
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