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Culpados pelo “disparo” dos combustíveis, no Brasil e no mundo, têm nome e sobrenome: Donald Trump e Benjamin Netanyahu
18/03/2026
Quando não se fala tudo é porque a mídia hegemônica quer esconder muita coisa
Rosângela Ribeiro Gil
Redação ABCP
A mídia brasileira e internacional não tem peito para dar “nome aos bois”. O aumento dos preços em todos os países, incluindo o Brasil, é culpa de Trump e Netanyahu. Homens brancos e machões que se arvoram no direito de dizer o que o mundo pode ou não fazer. Chamá-los, ainda, respectivamente, de presidente ou primeiro-ministro é uma indecência da mídia hegemônica ocidental – aquela que finge ser profissional acima dos seus interesses econômicos de classe.
Por isso, não veremos essa mídia vendida, ou inimiga, falando com todas as letras, para informar corretamente leitores, ouvintes e telespectadores, que a crise do petróleo, no mundo, é culpa de Trump e de Netanyahu.
Nas manchetes brasileiras, da imprensa escrita, digital e audiovisual (TV e rádio), o que mais se vê é algo assim “preço da gasolina dispara...” ou “preço do diesel dispara”. A impressão que se tem é que “preço” é um sujeito que resolveu “disparar” os preços dos combustíveis fósseis.
Nesses dias, circula um meme bem interessante de como a mídia dá nome às guerras e conflitos para esconder os verdadeiros culpados pelas mortes das pessoas e destruição de patrimônio. A atual, ao invés de ser chamada de “Guerra dos Estados Unidos e de Israel” é apresentada como “Guerra do Irã”. Lá atrás, tivemos “Guerra do Iraque”, ao invés, de Guerra dos Estados Unidos; “Guerra do Vietnã”, ao invés de Guerra dos Estados Unidos; e tantas outras.
Trump e Netanyahu estão causando o terror no mundo e ainda são tratados como “gente séria” pela mídia hegemônica (aquela que tem lado, o do dinheiro). Por muito menos ou por nada, outros governos são chamados de “ditadores” – porque tem apenas um “crime”: não rezar a cartilha estadunidense. Cuba é o melhor exemplo; e os macaquinhos amestrados da classe média, como aqui no Brasil, se acham a maior inteligência repetindo “Cuba é uma ditadura” ou a “Venezuela é uma ditadura”.
Como chamar, por exemplo, o amiguinho trumpista aqui da América do Sul? Aquele que cortou direitos dos trabalhadores públicos, da iniciativa privada e aposentados e pensionistas. Aquele que bota o terror policial em cima de quem protesta contra seus desmandos. Aquele que não aceita que discordem de suas opiniões e decisões (sempre de costas para a sociedade).
Para a mídia hegemônica do nosso país, por exemplo, o ditador argentino continua sendo chamado de forma eufemística de presidente; isso quando aparecem notícias (o que é muito raro) sobre a crise econômica, social e política dos nossos vizinhos. E sobre os escândalos de corrupção daquele governo.
A mídia hegemônica, quando digerida em excesso ou sem precauções, faz mal a saúde de uma sociedade, de um país, do mundo!
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