Aguarde, carregando...

SOMOS AUXÍLIO
SOMOS RESISTÊNCIA
SOMOS UNIÃO

Diretoria ExecutivaNOTÍCIAS

Vale tudo da extrema-direita no Congresso Nacional faz mal ao Brasil

15/04/2026

  

Vale tudo da extrema-direita no Congresso Nacional faz mal ao Brasil

Parlamentar é atacada pela extrema-direita no Congresso Nacional. Ler, também: O corpo como sentença: a fogueira contra Erika Hilton.

Redação ABCP

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara Federal, foi palco de ação repugnante e lamentável de deputada do PL, da Baixada Santista, ex-jornalista da TV Tribuna, contra a presidenta da comissão, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar santista cometeu crime de transfobia dentro de um espaço institucional onde deve reinar a observância das leis brasileiras. 

Enquanto Erika Hilton se empenha em apresentar projetos importantes em defesa da mulher e da classe trabalhadora brasileira, a ex-jornalista não apresentou projetos relevantes durante seu mandato para a sociedade brasileira, muito menos para as mulheres.

Não vale repetir o que a senhora do PL fez na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, não vale mesmo. Mas vale mostrar o que seu aliado no governo paulista faz quando o tema é defender as mulheres::

A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) congelou, em 2024, a maior parte dos recursos destinados ao combate à violência contra a mulher no estado de São Paulo. Dos R$ 26 milhões previstos para ações de enfrentamento — somando verbas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Políticas para a Mulher — apenas R$ 900 mil foram efetivamente liberados ao longo do ano.

O congelamento ocorre em um cenário alarmante: São Paulo registrou, em 2024, o maior número de feminicídios desde 2018, quando o crime passou a ser contabilizado oficialmente. Foram 253 mulheres assassinadas, um aumento de 14% em relação a 2023.
(Leia toda a notícia, clicando aqui)

Em resposta, Hilton acusou a senhora do PL de transformar o debate em espetáculo e afirmou que a parlamentar teria comparecido à sessão “em busca de likes”. A presidente ds Comissão também criticou a atuação de outras integrantes da comissão, mencionando que muitas delas não participaram das reuniões anteriores.

Encerrando o confronto, Erika Hilton respondeu: “Se Vossa Excelência partir para cima de mim, nós procuraremos também as legislações que me protejam e me defendam. A opinião de Vossa Excelência não me importa. O que a Vossa Excelência acha não me interessa”.

“Fui silenciada durante muito tempo. Fui calada durante muito tempo e, agora, gritarei tudo aquilo que acho que é verdade. Se lhe incomoda, procure um protetor auricular. Sou membra como a senhora”, concluiu a deputada do PSOL.

Infelizmente, desde que assumiu a presidência em março de 2026, Erika Hilton tem sido alvo frequente de ataques políticos e transfóbicos, questionando sua liderança à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

O que menos interessa ao sistema da extrema-direita, do qual essa senhora do PL, ex-jornalista da TV Tribuna faz parte, é debate sério sobre problemas reais do povo brasileiro, como, por exemplo, a escala 6x1.

Enquanto pessoas com mandato parlamentar se esforçam para tumultuar o espaço da institucionalidade, as deputadas do PSOL, mesmo partido de Erika Hilton, arregaçam as mangas e agem de forma séria honrando o mandato do povo brasileiro, confira:

Três projetos de autoria do PSOL que combatem a violência contra as mulheres são sancionados por Lula

Senado aprova projeto de Célia Xakriabá que cria Dia Nacional de Combate à Violência contra Mulheres e Meninas Indígenas

Sâmia Bomfim aciona CNJ contra desembargador que visitou policial investigado por feminicídio

Parlamentares do PSOL propõem sistema nacional para monitorar preços de combustíveis e combater abusos

PSOL pede cassação do mandato de Guto Zacarias, do MBL, por coação para que namorada fizesse aborto

Erika Hilton entra com ação contra Nikolas Ferreira por desinformação sobre criminalização da misoginia