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Parlamentar é atacada pela extrema-direita no Congresso Nacional. Ler, também: O corpo como sentença: a fogueira contra Erika Hilton.
Redação ABCP
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara Federal, foi palco de ação repugnante e lamentável de deputada do PL, da Baixada Santista, ex-jornalista da TV Tribuna, contra a presidenta da comissão, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar santista cometeu crime de transfobia dentro de um espaço institucional onde deve reinar a observância das leis brasileiras.
Enquanto Erika Hilton se empenha em apresentar projetos importantes em defesa da mulher e da classe trabalhadora brasileira, a ex-jornalista não apresentou projetos relevantes durante seu mandato para a sociedade brasileira, muito menos para as mulheres.
Não vale repetir o que a senhora do PL fez na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, não vale mesmo. Mas vale mostrar o que seu aliado no governo paulista faz quando o tema é defender as mulheres::
A gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) congelou, em 2024, a maior parte dos recursos destinados ao combate à violência contra a mulher no estado de São Paulo. Dos R$ 26 milhões previstos para ações de enfrentamento — somando verbas da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e da Secretaria de Políticas para a Mulher — apenas R$ 900 mil foram efetivamente liberados ao longo do ano.
O congelamento ocorre em um cenário alarmante: São Paulo registrou, em 2024, o maior número de feminicídios desde 2018, quando o crime passou a ser contabilizado oficialmente. Foram 253 mulheres assassinadas, um aumento de 14% em relação a 2023.
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Em resposta, Hilton acusou a senhora do PL de transformar o debate em espetáculo e afirmou que a parlamentar teria comparecido à sessão “em busca de likes”. A presidente ds Comissão também criticou a atuação de outras integrantes da comissão, mencionando que muitas delas não participaram das reuniões anteriores.
Encerrando o confronto, Erika Hilton respondeu: “Se Vossa Excelência partir para cima de mim, nós procuraremos também as legislações que me protejam e me defendam. A opinião de Vossa Excelência não me importa. O que a Vossa Excelência acha não me interessa”.
“Fui silenciada durante muito tempo. Fui calada durante muito tempo e, agora, gritarei tudo aquilo que acho que é verdade. Se lhe incomoda, procure um protetor auricular. Sou membra como a senhora”, concluiu a deputada do PSOL.
Infelizmente, desde que assumiu a presidência em março de 2026, Erika Hilton tem sido alvo frequente de ataques políticos e transfóbicos, questionando sua liderança à frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
O que menos interessa ao sistema da extrema-direita, do qual essa senhora do PL, ex-jornalista da TV Tribuna faz parte, é debate sério sobre problemas reais do povo brasileiro, como, por exemplo, a escala 6x1.
Enquanto pessoas com mandato parlamentar se esforçam para tumultuar o espaço da institucionalidade, as deputadas do PSOL, mesmo partido de Erika Hilton, arregaçam as mangas e agem de forma séria honrando o mandato do povo brasileiro, confira:
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