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Dossiê “Os petroleiros e as eleições de 2026”
Texto extraído do Jornal “Petróleo dos brasileiros”
Enquanto Flávio Bolsonaro tenta se vender como o novo “paladino” da segurança pública, a favela, a periferia e o trabalhador que pega três conduções por dia sabem: quem sobe a serra com a família da milícia não pode descer prometendo guerra ao crime
Em 2007, na tribuna da Alerj, Flávio defendeu abertamente as milícias como um "novo tipo de policiamento" e chegou a dizer que pagaria propina a policiais de folga para "ter mais segurança". Anos depois, homenageou com a Medalha Tiradentes — a maior honraria da Assembleia — Adriano da Nóbrega, condecorado enquanto estava preso, morto pela PM na Bahia e apontado como chefe de milícia e do Escritório do Crime, o mesmo esquema ligado à execução de Marielle Franco. A mãe e a mulher de Nóbrega trabalharam no gabinete de Flávio até 2018, quando estourou o escândalo das rachadinhas com Fabrício Queiroz. Não é coincidência, é currículo. E o passado não fica no passado: em 2026, Flávio aparece ao lado de Rodrigo Bacellar, hoje réu no STF por obstruir investigação ligada ao Comando Vermelho, e negociou pessoalmente R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, banco liquidado em meio a fraude bilionária contra aposentados. A Vorcaro, Bolsonaro falou: “estou e estarei contigo sempre”. Quem convive com chefe de milícia, aliado de facção e banqueiro investigado não pode ser levado a sério quando fala em "combater o crime organizado". É o crime organizado usando gravata.
Do outro lado, o que se vê é resultado. A Operação Carbono Oculto expôs um esquema do PCC que movimentou R$ 140 bilhões lavando dinheiro em postos e fintechs — e o governo Lula bloqueou R$ 1 bilhão em bens, sem pedir licença ao Centrão. A Operação Refit tirou de circulação navios com 250 milhões de litros de combustível contrabandeado. E o caso do Banco Master mostrou o Banco Central agindo com rapidez para impedir que o rombo caísse no colo do trabalhador. Lula não terceirizou a segurança pública para miliciano nenhum: mandou a Polícia Federal, a Receita e o Banco Central em cima de quem rouba o país em escala industrial. O governo Lula ainda espera a aprovação da PEC da Segurança Pública, que permita a criação do chamado “SUS da Segurança Pública”.
A pergunta que fica para quem vive na ponta da linha é simples: quem protege o povo — o político que homenageou miliciano preso e emprega parente de bandido, ou o governo que prendeu quem lavava R$ 140 bilhões do crime organizado? A resposta está nos fatos, não no discurso de campanha.
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