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O ESCÂNDALO DAS JOIAS PRESENTEADAS A BOLSONARO ÀS VÉSPERAS DA VENDA DA RLAM

17/09/2026

  

Dossiê “Os petroleiros e as eleições de 2026”
Texto extraído do Jornal “Petróleo dos brasileiros”

A refinaria da Petrobras na Bahia (Rlam) foi vendida em novembro de 2021 por US$ 1,8 bilhão, metade do valor de mercado na época, segundo cálculo feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). O comprador foi o Mubadala Capital, um fundo de investimento árabe, que concluiu a compra no mês seguinte à viagem à Arábia Saudita do então presidente Jair Bolsonaro, que, na volta, trouxe na bagagem joias valiosas presenteadas ao governo brasileiro.

O fato virou caso de polícia, após a Receita Federal apreender parte das joias no aeroporto de Guarulhos (SP), em 26 de outubro de 2021, quando a comitiva presidencial desembarcou sem declarar legalmente as peças ou incorporá-las ao patrimônio público.

Posteriormente, foi descoberto que Bolsonaro, ainda na Presidência, agiu para reaver as joias apreendidas e chegou a vender algumas peças nos Estados Unidos. O escândalo foi investigado pela Polícia Federal, que concluiu o inquérito em 2024, apontando que o ex-presidente cometeu crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos.