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Petroleiros brasileiros levam ajuda humanitária ao povo palestino

15/04/2026

  

Petroleiros brasileiros levam ajuda humanitária ao povo palestino

Diretor Leandro Lanfredi desembarcou na Espanha para missão internacionalista

Redação ABCP
Com informações da FNP

Enquanto Trump (Estados Unidos) e Netanyahu (Israel) jogam bombas para destruir e matar os palestinos, muitas pessoas querem levar comida, medicamentos e solidariedade. É o caso da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) que se integrou à campanha de solidariedade internacional. No dia 6 de abril último, o diretor Leandro Lanfredi (Sindipetro-RJ) chegou a Barcelona, na Espanha, para se juntar a militantes e ativistas de todo o mundo na Flotilha Global Sumud 2026. 

A missão tem como objetivo central furar o cerco marítimo imposto por Israel e entregar ajuda humanitária à população de Gaza, que enfrenta um aprofundamento genocídio desde outubro de 2023.

A embarcação deve zarpar nos próximos dias em um contexto de extrema tensão regional, marcado por bombardeios de Israel e dos Estados Unidos no Líbano e no Irã. 

Para Lanfredi, a presença dos trabalhadores petroleiros brasileiros nesta jornada é uma extensão direta da luta que a categoria já trava em solo nacional.

“Essa missão é parte da continuidade do que a gente vem fazendo nos últimos anos. Viemos como sindicato e federação dizendo que não queremos que nenhuma gota do petróleo brasileiro sirva para o genocídio que Israel faz no povo palestino, seja por envio direto ou indireto”, relembrou o dirigente, que faz um curso preparatório, nesta semana, com outros ativistas, antes da viagem.

Petróleo como ferramenta de soberania e solidariedade

A participação na Flotilha reforça o caráter humanitário da FNP, que desde o ano passado integra uma campanha pela suspensão do envio de petróleo para Israel. 

A Federação Nacional dos Petroleiros já levou o debate à Câmara dos Deputados em audiências públicas e protocolou formalmente essa exigência junto à Petrobras durante as negociações do último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Além da questão Palestina, Lanfredi destacou que a luta contra o imperialismo é indivisível e passa pela defesa de outros povos sob ataque econômico e militar.

“Não podemos continuar aceitando a subordinação ao que quer o Trump, que tenta asfixiar o povo cubano impedindo que chegue petróleo lá. Queremos o envio imediato de petróleo da Petrobras para Cuba. Se o imperialismo vence lá fora, eles terão mais força para atacar nossa região, como vimos acontecer no início do ano na Venezuela e nas tentativas recentes de ingerência no Brasil”, pontuou o diretor.

Reconstruindo o Internacionalismo

Para a FNP, o engajamento na Flotilha Global Sumud 2026 também é uma forma de reconstruir o internacionalismo da classe trabalhadora. 

O fortalecimento da luta internacional em Gaza reforça, por consequência, a luta pela soberania nacional brasileira diante das investidas imperialistas. 

É ainda o momento oportuno para recolocar a pauta em defesa de uma Petrobras 100% estatal e administrada pelos trabalhadores.

“Estamos indo para fortalecer a solidariedade aos povos palestino, libanês e iraniano, contribuindo para a derrota do sionismo, do imperialismo norte-americano e por uma Palestina livre, do rio ao mar”, concluiu Lanfredi.