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Assim como a tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 (foto acima); ações, no Congresso Nacional, são orquestradas pelo PL de Flávio Bolsonaro, cujo propósito é apenas desgastar o governo do Brasil, como fez no tarifaço de Trump contra o país
Rosângela Ribeiro Gil
Redação da ABCP
A PEC do fim da escala 6x1 já foi aprovada na Câmara dos Deputados e seguiu para o Senado Federal. Na Câmara, os parlamentares que votaram contra — ou adotaram movimentos associados a atraso/obstrução — foram principalmente deputados do PL e do Novo. A votação teve 472 votos a favor e 22 contra no 1º turno, além de 461 votos a favor e 19 contra no 2º turno. Também houve 1 obstrução no 1º turno.
Deputados que votaram contra no 1º turno
- Adriana Ventura — Novo-SP
- Bibo Nunes — PL-RS
- Carlos Chiodini — MDB-SC
- Caroline de Toni — PL-SC
- Daniel Freitas — PL-SC
- Daniela Reinehr — PL-SC
- Fabio Schiochet — União Brasil-SC
- Fausto Pinato — União Brasil-SP
- Gilson Marques — Novo-SC
- Julia Zanatta — PL-SC
- Kim Kataguiri — Missão-SP
- Lucas Redecker — PSD-RS
- Marcel van Hattem — Novo-RS
- Mauricio Marcon — PL-RS
- Nicoletti — PL-RR
- Paulo Marinho Jr. — PL-MA
- Pezenti — MDB-SC
- Ricardo Guidi — PL-SC
- Ricardo Salles — Novo-SP
- Rosangela Moro — PL-SP
- Sérgio Turra — PP-RS
- Zé Trovão — PL-SC
Parlamentar citado por obstrução
O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) foi registrado como autor de obstrução no 1º turno. Além dos votos contrários, o PL, por meio do líder Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), tentou apresentar uma estratégia de votação alternativa envolvendo a PEC original da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), o que foi interpretado como uma tentativa de tumultuar e atrasar a votação da proposta em discussão.
Situação no Senado: mais tumulto da extrema-direita, ou seja, do PL
Após a aprovação na Câmara, a PEC chegou ao Senado em 28 de maio de 2026. O Senado aprovou requerimento para uma sessão temática destinada a debater impactos sociais e econômicos da PEC. Esse requerimento não significa, por si só, voto contrário, mas indica que esses senadores defenderam ampliar o debate antes da votação no Senado.
A estratégia atribuída ao PL foi tentar deslocar a votação para uma versão mais ampla e politicamente sensível da proposta, em vez de votar o texto negociado que já tinha acordo para avançar.
Em termos práticos, funcionaria assim:
- Defender a votação da PEC original da deputada Erika Hilton
A PEC original propunha uma mudança mais ampla na jornada, com referência à escala 4x3 — quatro dias de trabalho e três de descanso. O texto negociado, por outro lado, caminhava para uma solução mais gradual, como a escala 5x2, com transição.
2. Forçar um impasse político
Ao pedir a votação da proposta original, o PL colocaria partidos governistas e de centro diante de uma escolha difícil: votar contra uma proposta mais popular e ambiciosa, ou apoiar um texto com impacto econômico maior e menos consenso. Isso poderia criar desgaste para o governo e para deputados que defendiam o fim da 6x1, mas queriam um texto mais moderado.
3. Tumultuar o acordo construído
Como havia uma articulação para aprovar um texto negociado, a tentativa de mudar o foco para outra versão poderia quebrar o acordo, obrigar novas discussões, abrir espaço para destaques e manobras regimentais e atrasar a votação.
4. Ganhar tempo
Mesmo que a proposta original não fosse aprovada, a simples tentativa de colocá-la em votação poderia consumir tempo de plenário, gerar debate interno entre partidos e ampliar a pressão sobre a base governista.
5. Produzir efeito de comunicação política
O PL também poderia usar a estratégia para dizer publicamente que não estava apenas contra o fim da escala 6x1, mas que queria votar uma proposta “mais radical” ou “original”. Isso cria uma narrativa política: em vez de parecer obstrução pura, o partido tentaria se apresentar como defensor de outro caminho.
Em resumo: a manobra consistia em tentar substituir o texto viável e negociado por uma versão mais difícil de aprovar, criando divisão, constrangimento e atraso no processo legislativo.
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